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Livros espetaculares mesmo para o espetáculo “A Menina do Mar”

Sara Amado
Ilustração Rafaela Mapril da Menina do Mar

“A menina do mar” é uma história lindíssima escrita há 61 anos. A menina da terra que a escreveu faria este ano 100 anos, se ainda estivesse nesta terra.

Quando por cá passou, Sophia imaginou esta e outras histórias que nos deixou até hoje e que irão até amanhã.

Esta fala-nos do mar e da terra, da amizade e da saudade, da tolerância e do medo, da alegria e da imaginação.

Fala-nos também da coragem que é preciso para podermos encontrar o nosso verdadeiro lugar — que, às vezes, não é onde estamos.

Estes livros espetaculares (mesmo!) falam dos oceanos e do mar, que tantas vezes maltratamos e tão mal conhecemos.

Também encontrei uma história sobre um outro menino da terra, uma sem palavras onde vemos alguém a construir o seu caminho e uma que tenta explicar o que é a saudade — a palavra mais portuguesa em todo o dicionário!

 

 

O GRANDE LIVRO DOS OCEANOS, Ed. Bizâncio, Yuval Zommer

Para falar dos oceanos precisamos mesmo de um “grande livro”. O planeta Terra chama-se terra, mas tem mais mar que terra.

Os oceanos são massas de água gigantescas. Para além da superfície brilhante que podemos ver da terra e do ar, os oceanos têm muitos metros de profundidade, onde habitam milhões de seres delicados e assustadores, bonitos e feios, estranhos e simples. Vamos descobri-los?

 

MAR, Ed. Pato Lógico, Ricardo Henriques e André Letria

Um dicionário serve para explicar o significado das palavras. A palavra mar é tão pequenina como a palavra mãe ou pai, mas, tal como estas duas, é de uma imensidão só comparável às águas de que é feita. Ainda bem que fizeram um dicionário só sobre ela. O mar é tão grande e tão complexo, que inventaram uma palavra para ele — atividário — para nos ensinarem a aprender sobre ele e com ele.

 

JIM CURIOSO: UMA VIAGEM AO CORAÇÃO DO OCEANO, Ed. Polvo, Mattias Picard

O mar parece infinito. Talvez seja essa a desculpa que temos para, enquanto Humanidade, o termos tratado — e ainda tratarmos… — tão mal.

Jim mergulha no oceano e encontra nele a história da Humanidade, revelada pelo lixo que se foi depositando no seu fundo.

Afinal, no Oceano está também a história da Terra e o coração do Oceano é também o coração da Terra. Nesse caso, será boa ideia que os tesouros que escolhemos lá depositar para viverem entre os peixes magníficos sejam o nosso lixo?

 

A BALEIA, Ed. Orfeu Mini, Benji Davies

O livro “A menina do mar” tem este título, mas podia chamar-se “O menino da terra”.

Noé é um menino da terra que vive ao pé do mar e que, depois da tempestade, vai passear na praia e, tal como o menino da história de “A menina do mar”, também encontra uma “menina do mar”.

Também ele está sozinho (ainda que viva com o pai) e também ele aprendeu o que é a saudade. E, pelo caminho, ainda lembrou algumas coisas importantes ao pai.

Porque é assim mesmo, aprendemos com tudo e todos: os da terra com os do mar, os crescidos com as crianças e tudo ao contrário também. É só preciso estar atento.

 

SAUDADE, UM CONTO PARA SETE DIAS, Livros Horizonte, Claudio Hochman e João Vaz de Carvalho

Sabes o que é a saudade? A palavra saudade é um palavra muito portuguesa e  também muito difícil de traduzir. Para a tentar explicar, escreveram-se livros inteiros, cantaram-se muitas canções, disseram-se muitos poemas. E ainda é assim.

Neste livro, um rei sábio (ou sabichão) achava que sabia explicar todas as palavras do mundo, mas quando um certo Fernando* lhe perguntou o que significa saudade, o rei precisou de sete dias para encontrar o seu significado. E aposto que não foi num dicionário…

*Sabes o apelido dele? Estes óculos, chapéu e fato escuro não enganam ninguém…

 

UM DIA DA PRAIA, Ed. Planeta Tangerina, Bernardo P. Carvalho

Por vezes achamos que estamos no lugar certo, que já encontrámos o nosso lugar. Que aqui é que “é a nossa praia”.

Como quando chegamos mesmo à praia e escolhemos o lugar onde pousar a toalha no meio do areal vazio ou por entre as centenas de chapéus-de-sol, que chegaram antes de nós.

Este homem estava bem ali, parecia. Até que alguma coisa no mar lhe chamou a atenção. Daí até ter percebido que o seu lugar talvez fosse outro, foram só uns objetos (lixo luxo!) com que decidiu construir o seu caminho.