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Os livros de João Fazenda

João Fazenda escolheu vários livros que orbitam à volta do espetáculo Que Grande Estrondo e da sua exposição, que podes visitar no entrepiso do LU.CA – Teatro Luís de Camões

 

O Sapo e o Rato Misterioso, de Max Velthuijs, Zero a Oito

Um dia um rato misterioso chega à terra onde mora o sapo e os seus amigos e instala-se por lá. O Rato só é misterioso porque ninguém o conhece. Ainda. Nos primeiros tempos alguns dos amigos do sapo não sabem como reagir ao novo habitante, desconfiam dele e querem que se vá embora.  Mas depois com o tempo o rato acaba por conquistar a confiança e amizade de todos e quando um dia decide partir, deixa muitas saudades. Esta história fala da injustiça com que podemos olhar e tratar os outros quando não os conhecemos. E como esse medo do outro misterioso nos impede de imaginar como será estar no seu lugar. Um pouco como se passa na história do nosso espetáculo, onde o Pato e o Dinossauro descobrem que afinal estavam enganados em relação um ao outro porque nunca tinham tido oportunidade de se conhecer. E quando isso acontece, para grande surpresa de ambos acabam por ficar amigos.

 

A Minha Professora é um Monstro! (Não Sou, Não.), de Peter Brown, Orfeu Mini

Esta história fala da ideia errada que podemos ter de alguém, como a de uma professora que é um monstro. É um monstro dentro da sala de aula porque é assim que os alunos a veem. Mas quando um aluno conhece a professora fora da sala de aula, descobre que afinal a professora não é assim tão monstruosa, que se calhar ela até é uma pessoa normal e simpática.  Às vezes uma mudança de lugar, ou de perspetiva, pode transformar o nosso olhar sobre o outro, tornando-nos mais tolerantes. O Pato Elias e o Dinossauro Rex não mudam de lugar, mas mudam de vozes, e é nesse dia que descobrem: se calhar, ser dinossauro e ser pato não é exatamente como pensavam.

 

O Estranho, de Kjell Ringi, Bruáa

Esta história é parecida com a do Rato Misterioso, mas em vez de um rato tem um Gigante Estranho. Um dia chega a um país um Gigante e causa grande alvoroço. O Rei e os habitantes do país têm medo do gigante e querem que ele se vá embora. O gigante é tão alto que só lhe conseguem ver os pés. Quando um dia lhe conseguem ver finalmente o rosto o Estranho deixa de ser estranho e passa a ser bem-vindo no país. No nosso espetáculo não são apenas o Rex e o Elias que mudam de opinião um sobre o outro quando deixam de se olhar entre si apenas como apenas um dinossauro e um pato. Os outros animais também vão passar a olhá-los de outra maneira depois de mudarem de vozes.

 

Leonardo, o Monstro Terrível, de MO Willems, Orfeu Negro

Este livro é uma variação muito divertida sobre as expetativas que tempos dos outros e de nós. O Leonardo é um monstro que quer muito conseguir assustar alguém como é suposto os monstros fazerem. Mas por muito que tente, não é bem sucedido. (Será mesmo um monstro?) Então, decide assustar o miúdo mais assustadiço que existe. Umas peripécias mais tarde descobre que afinal há coisas melhores do que assustar alguém. Como, por exemplo, fazer um amigo. O Rex, do Que Grande Estrondo, é parecido com o Leonardo. Também ele adorava pregar sustos até descobrir como é ainda mais divertido fazer amigos.

 

Outro, de Christian Robinson, Orfeu mini

Este livro foi publicado na altura em que o espetáculo já estava a ser preparado, mas pareceu-nos ter muitas afinidades com a nossa história. Fala-nos também de como é bom e importante mudar de perspetiva e olhar para o que nos rodeia de outra maneira. E como isso pode ser divertido. O Rex e o Elias também acham!

 

Bubble Gum Boy, de Maria Ramos, Fulgencio Pimentel

O menino pastilha elástica começa as aulas numa nova escola onde não conhece ninguém. Será que vai fazer amigos? Será que vão gostar dele mesmo tendo uma cabeça de pastilha elástica? Mais uma história sobre as expetativas que temos uns dos outros, sobre a amizade e a importância de aceitar e celebrar as diferenças de cada um.