Saltar para conteúdo principal
LU.CA Um lugar para as crianças, os jovens e as artes
Biblioteca do Público

Os livros da Trupe Fandanga

08 Julho 2024

Marioneta de mão com rosto esculpido em barro

VAZIO, de Catarina Sobral, ed. Pato Lógico

Neste belíssimo livro sem palavras, o sr. Vazio vai refletindo o meio e as pessoas à sua volta. No entanto, nada permanece dentro de si. Ao contrário, o personagem de Ai de Mim, Ai doEu, está cheio, mas só de si. Quando perde a sua imagem e reflexo fica vazio e procura reconstruir-se com o que encontra ao seu redor.  Embora com origens diferentes, encontrei um paralelismo no vazio interno que ambas personagens vivem em determinado momento.

 

EU QUERO A MINHA CABEÇA!, de António Jorge Gonçalves, ed. Pato Lógico

Perder a cabeça é comum, mas perdê-la literalmente é um desafio para poucos. Curiosamente a personagem deste espetáculo não perde a cabeça, mas perde a cara e, como céu, também procura uma substituição para ela. Céu é teimosa, não aceita qualquer cabeça em troca e encontra um caminho para a recuperar. A nossa personagem é mais conformada e continua a moldar-se e a metamorfosear-se.

 

KÉ IZ TUK?, de Carson Ellis, ed. Orfeu Negro

Uma história com ilustrações espetaculares e uma língua com uma fonética particular que reflete, com muito humor um certo absurdo e fatalismo no ciclo da vida e da morte. Tudo nasce, morre e renasce… E no espaço entre estes polos acontece a vida e a metamorfose. E nada parece mudar de sítio, apenas replica e multiplica.

 

QUANDO TEODORO ENCOLHEU, de Florence Parry Heide com ilustrações de Edward Gorey, ed. Livros Horizonte

Teodoro está estranhamente a ficar cada vez mais pequeno e ninguém parece notar. Ele decresce debaixo da indiferença dos adultos. As convenções são o mais importante. Na escola não se encolhe e muito menos à mesa. A invisibilidade física desta criança é como uma negação da sua identidade única e desajustada pela indiferença.

 

MÁQUINAS DE BRINCAR, de Virgínio Moutinho e Élvira Leite, ed. Fundação para o Desenvolvimento do Vale Campanhã

Embora este livro não tenha uma ligação óbvia a este espetáculo, ela existe. As máquinas de brincar do Virgínio Moutinho foram um dos objetos de inspiração para o aparecimento das minhas primeiras esculturas mecânicas (logo após a faculdade de escultura), que indiretamente, foram as causadoras do meu percurso tardio como marionetista. As esculturas não eram suficientes para contar histórias. Então comecei a fazer esculturas manipuláveis e passiveis de contar histórias sem palavras… e a brincar.

 

 

 

Fica a par de
todas as novidades
do LU.CA

Subcreve a newsletter e descobre tudo sobre o LU.CA
Subscreve agora , link externo.

Made by V-A Studio