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Livros espetaculares (mesmo!) para o Ciclo +azul

curadoria Sara Amado
Três crianças sentadas no chão lêem livros. Fotografia tirada de cima.

“Mais azul” é o mesmo que dizer “mais verde”. Confuso?

Bem, é que, se estivermos a falar do nosso planeta, o Planeta Azul, “mais azul” quer dizer “mais saudável”, “mais natureza”.

Vista do espaço a Terra é uma esfera azulada, porque a água (e a atmosfera que a envolve e que também tem muita água) ocupa grande parte da sua superfície.

Por este dias, aqui no LU.CA, vamos pensar mais azul para fazer melhor azul.

 

Se pensares bem, as cores são coisas mesmo abstratas. Não são coisas por si, mas estão nas coisas.

Já te deves ter perguntado como é que sabemos que o que chamamos azul, por exemplo, é a mesma cor que os outros veem e chamam azul: e se a cor que eu vejo no céu num dia sem nuvens for completamente diferente da cor que tu vês e passarmos a vida toda sem sabermos isso?

Em inglês usa-se uma expressão “got the blues”  (ter os azuis) para dizer que alguém está triste — ou “melancólico” que é uma tristeza com uma pontinha de felicidade lá no fundo, escondida. Mas azul até é uma cor feliz, não te parece?

 

Os dez livros espetaculares (mesmo!), que escolhi para te mostrar, contam histórias sobre o modo como nós, a Humanidade, lidamos com esta nossa casa que é o mundo. Tanto quanto sabemos, é a única esfera no espaço onde podemos viver. Até se diz agora que não há planeta B e os astrónomos andam à procura da Terra 2.0. Mas esta é a casa que conhecemos e não podemos mesmo deixá-la falhar. Por isso aqui te deixo estes livros para te ajudarem a pensar mais azul, mais verde ou mais qualquer outra das cores incríveis que podemos ver nesta Terra, mesmo que nunca cheguemos a ter a certeza de estarmos a ver a mesma cor!

 

 

Cem sementes, Isabel Minhós Martins e Yara Kono, Planeta Tangerina

A natureza é ao mesmo tempo super-poderosa e muito frágil. Nesta história de subtração, as sementes passaram de 100 a 0, de cem a sem. Mas não fiques triste e lê bem até ao fim: por vários lugares secretos, vais ver, está bem escondido um final feliz.

 

 

A árvore generosa, Shel Silverstein, Bruaá

O menino-homem desta história tira e volta a tirar sem ver o que faz à sua amiga árvore.

A natureza é generosa: dá sem esperar receber. Às vezes, quando é mal tratada, demora a reagir, mas acaba sempre por dar novamente. A generosidade é uma coisa muito bonita. Não abusemos dela.

 

 

Ainda nada, Christian Voltz, Kalandraka

Saber esperar é uma coisa que demora a aprender e não é fácil ensinar.

Nesta história temos visão Raio-x e conseguimos ver o que o Sr. Luís não vê. Assim de fora apetece gritar: — Volte Sr. Luís, está quase, não se vá embora! Mas quantas vezes já fomos nós o Sr. Luís e perdemos o melhor da festa por não sabermos esperar?

 

 

A escavadora e a flor, Joseph Kuefler, Bizâncio

Ter esperança é parecido com saber esperar. E esta Escavadora não desesperou. Em vez disso, lutou e cuidou do que gostava até conseguir um pequeno milagre. Ou dois, ou três, ou … A natureza não precisa de muito para vingar, mas temos de a acautelar e de lhe reservar o espaço e o respeito que ela merece.

 

 

Arrumado, Emily Gravett, Livros Horizonte

Esta história é uma fábula. Nas fábulas, os animais falam e vivem como os humanos e, dessa maneira, ensinam-nos lições.

As estradas que alcatroamos fazem-nos falta para podermos chegar mais longe e mais rápido. Mas que estamos a forrar com esse tapete escuro e impermeável?

Tudo tem a sua conta, peso e medida, e o Pedro lá acabou por perceber isso antes que fosse tarde demais. E nós?

 

 

A cidade dos animais, Joan Negrescolor, Orfeu Negro

Repara bem nas cores das ilustrações desta história, no modo como se sobrepõem e se misturam criando novas cores e novas formas. Se olhares bem, vais descobrir a cidade dos animais, pois, mas também uma outra cidade que talvez reconheças. Que terá acontecido? Onde vive Nina, a única menina humana desta história? Que futuro será este?

 

 

Estranhas criaturas, Cristina Sitja Rubio, Orfeu Negro

Enquanto Humanidade, entendemos o Mundo como nosso. Por isso, muitas vezes, pomos e dispomos dele sem pensarmos nos seus outros habitantes. Nesta história os animais invertem a situação em que foram postos. Será que os Homens assim vão entender o que andam a fazer?

 

 

Diversidade, Nicola Davies e Emily Sutton, Nuvem de Letras

Todos os animais — do gigantesco ao microscópico, do fofinho ao assustador —, cada planta — bonita, saborosa, picante ou espinhosa, — tem o seu lugar e o seu papel no mundo. E, por mais incrível que isso pareça, se um deles falta, o mundo pode desequilibrar-se das formas mais inesperadas.

A diversidade, às vezes, não é fácil, porque não é fácil aceitar o que é diferente, mas é tão preciosa quanto rica e faz-nos ficar mais ricos a todos.

 

 

O urso que não era, Frank Tashlin, Bruaá

Os verbos ser e estar são diferentes na nossa língua, enquanto noutras se confundem. Saber quem somos e qual é o nosso lugar no mundo pode demorar toda uma vida!

Pobre urso, que acordou do seu sono tranquilo para descobrir que tinha perdido não só o seu lugar mas também a sua identidade.

É fácil ocupar o espaço dos outros sem darmos conta. E poucas vezes ouvimos a voz da natureza, que fala sem ser por palavras e precisa mesmo de ser ouvida.

 

 

Aqui estamos nós, Oliver Jeffers, Orfeu Negro

O mundo é um lugar incrível, até porque, tanto quanto sabemos, é o único planeta habitado. Nele vivem criaturas incríveis e mesmo diferentes umas das outras!

É muito estranho pensar nas pessoas, nos animais, nas plantas, nas casas, nos carros — tudo a andar, voar, rastejar, deslizar pela terra, por cima dela, por dentro dela. E depois, imaginar tudo isso a flutuar no espaço, por entre estrelas e planetas, cometas e buracos negros. Não é um verdadeiro milagre?