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Livros espetaculares (mesmo!) para o 1º Aniversário do LU.CA

Sara Amado

Fazer um ano de vida é como dar uma volta ao mundo, é uma grande coisa!

Festejar é estar feliz. E, quando estamos felizes, gostamos de partilhar isso com os outros. Por isso organizamos uma festa e convidamos os amigos.

Convívio é uma palavra engraçada, vem de conviver que quer dizer “viver com”, partilhar. Um festa não seria uma festa se estivéssemos sozinhos.

Este lugar, com nome de gente, existe há um ano, por isso ainda é como um menino pequenino. Mas, num ano, um bebé aprende tanto, vê tanto, faz tanto — sempre tudo a estrear!

Aqui, em Belém que agora é Lisboa mas noutros tempos era outra terra, já existia há muitos anos este teatro. Funcionou uma vezes, noutras teve a porta fechada. Agora, muita coisa aqui se passa e passará, assim, cheia de futuro. Porque é um lugar onde se pensam espetáculos para os mais novos: aqueles que estão a começar a ser espetadores e atores no mundo.

Às vezes, é bom viver no faz-de-conta, porque a brincar pensamos muito bem em coisas importantes e, por vezes, até difíceis.

O mundo é um palco imenso. É muito bom que haja assim um palco como este, mais pequeno, onde podemos ensaiar histórias juntos, contar segredos e levar boas ideias para a nossa vida.

As luzes da ribalta levam-nos para mundos de encantar, pois, mas o nosso mundo é verdadeiramente encantador se conseguirmos olhá-lo com a frescura e espanto de um bebé de um ano, como se fosse pela primeira vez.

O LU.CA está a crescer, rodeado de amigos, num bairro antigo de uma cidade, neste quintal que é Portugal, num canto precioso do Planeta Terra.

Conta muitos e bons, amigo LU.CA, e que cá estejamos para te ajudar a crescer!

 

 

 

AQUI ESTAMOS NÓS, Ed. Orfeu Mini, Oliver Jeffers

 

Quando um bebé nasce, achamos que não sabe nada. Na verdade, cada um de nós já foi um bebé cheio de sabedoria: mal nascemos, começamos a respirar sem ninguém nos ensinar e choramos para nos explicarmos.

Nascemos neste terceiro planeta a contar do sol, uma nave no meio de um espaço imenso, escuro como a noite.

Como é redondo, achamos que é infinito e é verdade que somos muitos, aqui na terra; e também somos muitos no mar, que faz parte da Terra. Por isso, precisamos de ter muito cuidado uns com os outros, mas também com os outros habitantes deste planeta — que são os animais e as plantas.

Os animais têm só o instinto. Nós temos também a cultura. Por isso, temos a sorte de podermos aprender com os outros que vieram antes de nós. Cada um tem o seu papel no mundo, como numa peça de teatro. Só temos de ir descobrindo qual é. E isso pode durar — dura! — toda uma vida. Aproveita-a!

 

 

NUNCA SE PASSA NADA NO MEU BAIRRO, Ed. Bruaá, Ellen Raskin

 

O Carlos Alberto acha que no bairro dele nunca se passa nada. Se calhar, achas o mesmo do teu bairro.

É claro que nem toda a gente tem a sorte de ter um teatro na porta ao lado. Já viste? Em vez de os vizinhos serem sempre as mesmas pessoas (ou até pessoas diferentes, se em vez de um teatro fosse um hotel), podes ter como vizinhos girafas, pensamentos, malabaristas, flores de papel, bailarinos, microondas, palhaços, um aviador em terra, mil histórias.

Mas olha com atenção para o teu bairro, imagina que é um palco e que o sol (ou a lua) é um enorme projetor: que grande espetáculo podes ver acontecer — e fazer acontecer!

 

GUARDA COMO UM SEGREDO, Ed. Bruaá, Sandor Stoddard&Ivan Chermayeff

 

Quando alguém faz anos, gostamos de oferecer um presente. É uma coisa simpática e bonita de se fazer, porque queremos celebrar a vida dessa pessoa — um presente, em si mesmo.

Que presente oferecemos ao Lu.Ca, um teatro bebé? Ou melhor, que presente nos oferece ele com a sua vida?

Os presentes que recebemos do Lu.Ca são os segredos mais preciosos, escondidos nas histórias: na história que cada um traz consigo e nas histórias que aqui podemos saborear em cada espetáculo, conversa, luz, ator, livro, som ou silêncio.

Quando cá vimos, as nossas histórias ficam presas ao pó das luzes e as histórias que ouvimos vão nas nossas cabeças e corações lá para fora, para o mundo, como segredos bem guardados.

 

 

O LIVRO DOS QUINTAIS, Ed. Planeta Tangerina, Isabel Minhós Martins&Bernardo Carvalho

 

Se pudéssemos olhar o mundo de cima, como o veem os pássaros ou os astronautas, a vida correria melhor, de certeza. É que, dessa maneira, poderíamos perceber como vivemos tão perto uns dos outros, “paredes-meias”, como se diz.

A parede da tua casa é também a parede da casa do teu vizinho, só que do outro lado. E, se não é a parede, é o muro do teu quintal.

Estamos todos em rede, de facto, não é virtual.

E é tão bonito quando decidimos abrir a porta ou derrubar um muro!

 

 

O RECADO DE ROSIE, Ed. Kalandraka, Maurice Sendak

 

Se te enrolares numa manta vermelha, podes transformar-te num foguete vermelho, sabias? Se quiseres, podes mudar de nome por um dia. A sério! A imaginação é a coisa mais infinita que se conhece e Rosie (ou Alinda) sabe isso muito bem.

No teatro aceitamos o faz-de-conta e, durante um tempo, acreditamos no que se passa ali, sobre o palco. Mas, na verdade, não tens de estar no teatro para fazer teatro. Põe a imaginação a voar e vai tu daqui para fora inventar as tuas personagens, as tuas histórias, criar o teu mundo no Mundo.