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Teatro

Um Tigre-Lírio é Difícil de Encontrar

Alex Cassal
15,16, 21, 22, 23, 28, 29, 30 setembro
Os quatro atores da peça espreitam por detrás de folhagem exótica.

Informações técnicas

Famílias 15,16, 22, 23, 29, 30 setembro 16:30
Sessão descontraída 23 setembro 16:30
Escolas 21, 28 set 10:30, 14:30
Conversa com os artistas 16 set 16:30
Sugestão etária +7
Preços €3 crianças e jovens
€7 maiores 18
descontos aplicáveis

Sinopse

Dois rapazes e duas raparigas fogem para a floresta. A floresta! Lugar de mistério e encantamento, descanso e aventura, jogos e armadilhas. Nas suas trilhas sinuosas, pode-se dar de caras com um duende ou uma rainha disfarçada de pirata, um animal selvagem ou um ator a ensaiar distraidamente as falas do seu papel. A floresta é o território de seres que vivem entre mundos diferentes e nunca serão capturados, como esta perigosa fera feita de imaginação e garras: o Tigre-Lírio.

 

Um Tigre-Lírio é Difícil de Encontrar é um espetáculo sobre a infância, a imaginação e o teatro. Os habitantes desta floresta podem passar sem transição de um estado a outro, de uma personagem a outra, da ficção à realidade, do quotidiano ao impossível. Imaginamos um espetáculo como uma espécie de ser híbrido que muda de forma, cresce para fora do palco e ameaça até engolir a plateia inteira. Queremos que os espetadores saiam do teatro a pensar: «Isto aconteceu mesmo ou eu sonhei?».

 

 

Uma lembrança para começar a viagem

O ponto de partida para esta expedição na floresta foi uma memória de infância. Cresci, nos anos 70, numa pequena cidade do sul do Brasil. Morávamos num bairro residencial com muitas praças e parques próximos. Eu e os outros miúdos do prédio passávamos os dias à solta, testando os limites da instrução materna de «não saiam de perto de casa e não se atrasem para o jantar». Saltávamos muros e nos esgueirávamos por portões para chegar a pequenas áreas onde a relva se misturava com ervas daninhas e as árvores enchiam o chão de folhas. Uma vez, descobrimos um jardim abandonado ao fundo de uma casa em ruínas que era como um pedaço de uma floresta tropical transplantado magicamente para o meio da cidade – sons de bichos, árvores altas, pequenas trilhas tomadas por cipós e trepadeiras, uma sensação de estar longe de tudo.

Também lembro da excecional ocasião em que fizemos uma longa jornada até uma praça mais distante, onde encontraríamos o escorrega mais alto da cidade. Passámos a tarde dando voltas por ruas em bairros que não conhecíamos sem pedir indicações aos adultos (porque, obviamente, isso é uma coisa que não se deve fazer), entrámos em becos sem saída, perdemo-nos e fomos perseguidos por um cão. Afinal, achámos a praça que tinha um escorrega de tamanho perfeitamente normal, claro. E chegámos atrasados e sujos para o jantar.

Tive vontade de fazer um espetáculo sobre esta sensação de desconhecido e descoberta, de perigo e cumplicidade.

 

— Alex Cassal

 

 

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Fotografia: LU.CA/Alípio Padilha

Informações artísticas

Dramaturgia e encenação Alex Cassal
Criadores-intérpretes Alfredo Martins, Binete Undonque, Crista Alfaiate e Daniel Pizamiglio
Assistente de encenação Kelly Freitas
Assistente de dramaturgia Joana Frazão
Direção de movimento Márcia Lança
Desenho de luz Tomás Ribas
Cenário Aurora dos Campos
Figurinos Ana Carolina Lopes
Assistente de cenografia Saulo Santos
Produção Executiva Daniela Ribeiro e Paula Diogo
Coprodução Má-criação
Coprodução e Encomenda LU.CA Teatro Luís de Camões
Apoios: Museus da Universidade de Lisboa, Jardim Botânico Tropical; Direcção Municipal da Estrutura Verde, Ambiente e Energia, divisão de Espaços Verdes