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António Jorge Gonçalves explica tudo sobre o grafitti

Ciclo Porque desenhamos nas paredes?
Graffiti de comboio onde se lê «Não fiques a ver a vida a passar».

O LU.CA convidou o António Jorge Gonçalves, autor de banda desenhada, cartoonista, performer visual, ilustrador, cenógrafo e ainda professor de Português, a conceber um ciclo inteiramente dedicado ao grafitti. Intitulado Porque desenhamos nas paredes?, começa a 1 e termina a 10 de fevereiro.

Partindo das pinturas rupestres como exemplo da necessidade humana de marcar paredes, vamos percorrer a história do graffiti até aos dias de hoje. Atualmente, paredes, muros, fachadas das cidades são ocupadas por graffiti de todos os tipos. Será arte urbana ou vandalismo? Este ciclo, que procura refletir sobre as relações entre arte e poder e o lugar da desobediência civil na expressão artística, é composto pelas seguintes iniciativas:

 

Eu estive aqui, História do graffiti de A a Z (instalação)

O ato de riscar informalmente nas paredes sempre acompanhou a humanidade. Organizada como um glossário das palavras relacionadas com este universo, expõem-se as relações entre o graffiti contemporâneo e aquilo que os humanos foram riscando em diferentes épocas e geografias. Das gravuras pré-históricas às assinaturas dos graffiters, dos escritos de casa de banho aos murais revolucionários, das runas viking nas catedrais medievais aos alfabetos indecifráveis nas paredes das nossas cidades, do hip hop aos comentários nas paredes das casas romanas, descobrimos um mundo ritual de comunicação, rebeldia e beleza.

 

Desenhos efémeros (oficina)

Partimos do livro Desenhos efémeros sobre desenho digital em tempo real e a manipulação de objetos em retroprojetor de transparências enquanto atividade performativa para realizar um trabalho prático de relação entre imagens e contextos. Inspirados pelas técnicas propostas, os participantes vão experimentar as potencialidades do desenho e da construção visual em tempo real e a sua relação com ações de representação.

 

Válvula (espetáculo)

Viajando pela história do graffiti, vamos tentar responder às seguintes perguntas: Por que riscamos as paredes de maneira informal desde há milhares de anos? São esses traços transgressão ou arte? Comunicação ou ocupação? Pode a desobediência ser legítima?
O desenhador António Jorge Gonçalves convida o MC e ativista Flávio Almada aka LBC Soldjah para, juntos, arriscarem respostas numa performance, meio palestra, meio concerto de rap/hip hop com desenho digital e música.

 

Cidade e desobediência (conversa)

O graffiti e a street art são as tatuagens das cidades. Seguindo uma estratégia de ocupação, estas imagens impuseram-se no espaço. Longe de serem consensuais, começaram por surgir em lugares não autorizados, rompendo com o gosto dominante. Gradualmente, têm sido assimiladas como ornamento e antídoto para a própria transgressão que as originou.
Nesta conversa, vão-se debater questões como a legitimidade da desobediência civil, o vandalismo como uma forma de inscrição dos excluídos no espaço social, a hipervigilância e a privatização no espaço urbano, as relações entre arte e poder e o lugar da transgressão na atividade artística.

 

No Entrepiso do LU.CA, haverá livros selecionados pelo António Jorge Gonçalves sobre o tema e sobre o artista.