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Os livros do Diogo Alvim e da Inês Botelho

Diogo Alvim e Inês Botelho escolheram vários livros que orbitam à volta do espetáculo Ladrão de Barulhos

 

Círculo, de Mat Barnett, com ilustrações de Jon Klassen, Mini Orfeu

Este livro conta uma história com um círculo, um triângulo e um quadrado. Na nossa peça há muitos círculos, bolas, rodas, esferas, luas e rotações, por isso este livro chamou-nos logo a atenção. Aqui, a Círculo é a personagem principal. Mas há também uma cascata que separa o exterior, luminoso, de uma gruta muito escura. Por detrás da cascata não se vê nada (mas ouve-se) e só nos resta imaginar as formas que estarão por lá. Na nossa peça não temos cascata, mas temos um muro e todo o imaginário acerca do que está atrás dele.

 

Livro Clap, de Madalena Matoso, Planeta Tangerina

A nossa peça chama-se “Ladrão de Barulhos”, e nela chamamos a atenção para todos os sons que ouvimos no mundo e como estes podem ser bem bonitos. Tão bonitos que podem fazer música. O “Livro Clap” mostra alguns barulhos feitos por pessoas, objetos, instrumentos ou animais e de como estes podem ser representados por desenhos e palavras. O livro não faz barulho, mas ouvimo-los na nossa cabeça. O Ladrão de Barulhos adora este livro!

 

Stephen Hawking, de Maria Isabel Sánchez Vegara, com ilustrações de Matt Hunt, Nuvem de Letras

O Stephen Hawking foi um cientista brilhante que estudou o cosmos. As suas teorias sobre os buracos negros foram revolucionárias, bem como a forma como as soube explicar a todas as pessoas. No processo de criação do “Ladrão de Barulhos” falámos muito sobre o cosmos, os buracos negros, as órbitas, as rotações e translações dos planetas, das luas e das bolas de ping-pong. O Stephen Hawking ajudou-nos um bocadinho. No muro que construímos no palco do LU.CA também há um buraco negro, bem pequeno, que liga o nosso mundo a um universo imaginário. E há também uma ligação entre a rotação dos planetas com outros objetos circulares que rodam perto de nós todos os dias. A forma como eles rodam produz uma vibração que é som. Na nossa peça, queremos mostrar a ciência do som sem fazer contas, e com ela fazer música.

 

O Livro do buraco, de Peter Newel, Libri Impressi

Uma criança está a brincar com uma pistola e, sem querer, dispara uma bala… a bala fura a parede e segue em linha reta atravessando a casa da vizinha, e continua para as casas que se seguem, os quintais, a rua… e neste percurso, a bala vai encontrando muitos lugares, pessoas e coisas. Felizmente, algures no caminho, a bala perde força e acaba por ficar presa dentro de um bolo. Se não ficasse presa, teria dado a volta ao planeta Terra e acabaria por entrar de novo no primeiro buraco da parede da casa da criança e continuando sempre em órbita pela mesma linha! No “Ladrão de Barulhos”, há bolas e outras coisas que, quando atravessam um buraco numa parede, ganham vida e vontade próprias, movimentando-se em lugares inesperados onde soam o que se passa nesses lugares e ressoam o próprio espaço desses lugares.

 

 

O Lanche do Senhor Verde, de Javier Sáez Castán, Mini Orfeu

“O Lanche do Senhor Verde” mostra-vos um mundo onde as cores estavam organizadas e separadas umas das outras. Nesse mundo, organizado por cores, havia uma porta secreta que dava acesso a um outro mundo onde todas as cores estão livremente distribuídas e conseguem estar no mesmo sítio ao mesmo tempo, criando novas cores e novas conjugações de cores. Para aqueles que viviam no mundo das cores separadas, depois de conhecerem este novo mundo multicolor, jamais conseguirão ver uma só cor como dantes. No espectáculo “Ladrão de Barulhos”, os sons aparecem isolados, separados, reconhecíveis. Depois, esses sons vão organizar-se, desorganizar-se e reorganizar-se! Os sons que ao princípio são feitos por bolas a bater no chão do palco do Teatro, vão depois acontecer em espaços imaginários onde as bolas caem em outros chãos e soam como novos sons. Depois, alguns sons começam a aproximar-se uns dos outros e ouvem-se uns a seguir aos outros organizados em ritmos. Ao mesmo tempo, outros sons repetem-se rapidamente e ficam tão juntinhos, que deixam de se distinguir, e depois, transformam-se em notas muito graves. Além destes, outros sons conseguem repetir-se ainda mais rapidamente e passamos a ouvi-los como notas agudas. Depois, algumas notas começam a aproximar-se e a seguir-se umas às outras, enquanto outras notas começam a misturar-se umas com as outras e a acontecer ao mesmo tempo. Depois de ouvirem tudo isto, o som de uma bola a bater no chão nunca mais será ouvido da mesma maneira!