Os livros da Cepa Torta
Os livros da Cepa Torta
“A Contradição Humana” – Afonso Cruz (Editorial Caminho)
Um olhar poético sobre as tensões que nos habitam — entre o bem e o mal, o claro e o escuro, o dentro e o fora, e que reflete a ideia de duplicidade e coexistência dos opostos.
“Era, Não Era” – Vários autores (Boca)
Histórias que exploram o poder da imaginação e o limite entre o real e o inventado, espelhando o jogo de ambiguidade e dúvida que atravessa o espetáculo “é e não é”.
“Fim? Isto Não Acaba Assim” – Noemi Vola (Planeta Tangerina)
Um livro que questiona a noção de fim e recomeço, convidando à dúvida e à reinvenção, e sintonizando-se com a perceção de que nada é definitivo.
“O Homem Que Se Transformou em Planeta” – Luís Almeida Martins e António Jorge Gonçalves (Imprensa Nacional – Casa da Moeda)
A história de um homem que se funde com o cosmos, metáfora da dissolução do eu e da sua transformação constante, ecoando a fluidez identitária presente no espetáculo.
“O Que Há no Escuro” – Ana Saldanha e Yara Kono (APCC)
Um livro que se aventura pelo invisível, pelo medo e pelo mistério do desconhecido, evocando aquilo que “é e não é” visto, dito ou compreendido.
“O Livro Negro das Cores” – Menena Cottin e Rosana Faría (Bruaá Editora, tinta e braille)
Um dos livros mais belos sobre perceção e diferença: descreve as cores através do tato e da imaginação, introduzindo uma dimensão sensorial e inclusiva que amplia o olhar e o sentir.
“Ética para um Jovem” – Fernando Savater (Dom Quixote)
Um diálogo entre filosofia e vida quotidiana que convida a pensar a liberdade, a escolha e a responsabilidade, acrescentando à seleção uma dimensão ética e reflexiva.
“Vanessa Vai à Luta” – Braille – Luísa Costa Gomes (Santa Casa da Misericórdia do Porto)
Uma narrativa viva e inteligente sobre identidade, autonomia e coragem, que introduz uma perspetiva de género e liberdade pessoal em sintonia com o espírito crítico do espetáculo.