Em 2026, voltamos aonde somos felizes
Em 2026, voltamos aonde somos felizes
Ao longo do próximo ano, o LU.CA – Teatro Luís de Camões, em Lisboa, propõe Voltar aonde somos felizes. Esse lugar de felicidade é formado por espetáculos marcantes que subiram à cena no teatro ao longo dos últimos 8 anos. As propostas são assinadas por diversos criadores nacionais, reconhecidos pelo seu trabalho nas áreas do teatro, dança, música ou ilustração.
A diretora artística, Susana Menezes, explica que “repor um espetáculo é afirmar que há obras que resistem ao tempo, que continuam a fazer sentido, a fazer-nos pensar, emocionar e crescer.” É igualmente uma confirmação da sua relevância: “reconhecer que a qualidade artística não se esgota na estreia, mas se aprofunda a cada reencontro entre artistas e público.”
A primeira metade da programação “Voltar aonde somos felizes”, de janeiro a julho de 2026, arranca com o espetáculo O Papel do Dinheiro (9 a 25 janeiro), da companhia mala voadora. Segue-se Uma partícula mais pequena do que um grão de pó (4 a 12 fevereiro), da dupla Sofia Dias e Vítor Roriz. Ainda em fevereiro, regressa o espetáculo para jovens Peço a Palavra (21 fevereiro a 1 março), da atriz e encenadora Teresa Coutinho.
No mês seguinte, há Uma outra Bela Adormecida (5 a 22 março), de Beatriz Brás, Francisco Lourenço e Martim Sousa Tavares, a partir de um texto de Agustina Bessa-Luís. Em abril, é tempo de rever a criação do ator e encenador Tonan Quito, A Quinta dos Animais (11 a 24 abril), uma adaptação da obra clássica de George Orwell.
Em maio, o FIMFA Lx volta a trazer ao LU.CA três espetáculos internacionais e, no mês de aniversário do teatro, as vozes juntam-se no concerto Mais Alto!, com Francisca Cortesão, Afonso Cabral, Inês Sousa, Sérgio Nascimento e Isabel Minhós Martins.
Com carreiras mais longas do que o habitual, em alguns casos com cerca de 20 sessões por espetáculo, há também uma preocupação com a sustentabilidade. “Quando a criação vive tantas vezes ao ritmo da novidade, escolher voltar é resistir à lógica do consumo rápido. É um ato de sustentabilidade cultural, contrariando a lógica da produção incessante”, reforça a diretora artística, Susana Menezes.
Além dos espetáculos (que contam com sessões para escolas e famílias), há ainda leituras, cinema, visitas ao teatro, o cada vez mais incontornável Baile de Carnaval e também exposições dos artistas plásticos Mariana Mizarela e André Ruivo.
Ao longo do primeiro semestre de 2026, o LU.CA vai contar com 21 sessões acessíveis, incluindo interpretação em Língua Gestual Portuguesa, audiodescrição e sessões descontraídas.